Representantes do setor imobiliário participaram, em Brasília, de uma nova rodada de reuniões com o Banco Central, o Ministério da Fazenda e a Caixa Econômica Federal (CEF) para tratar da reformulação do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). A agenda foi liderada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que apresentou as preocupações e propostas do setor.
Segundo Ely Wertheim, vice-presidente da Indústria Imobiliária da CBIC e presidente do Secovi-SP, o maior desafio hoje não está no funding para o crédito imobiliário, mas sim no alto custo do crédito. “O grande problema é a taxa de juros e não mudar o SFH. O país precisa construir avanços na questão fiscal para criar espaço para a redução da Selic”, destacou.
Para o presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas da Indústria Imobiliária de Sergipe (ADEMI-SE), Evislan Souza, o estado tem se alinhado à pauta conduzida pela CBIC. Ele destaca a importância da redução estrutural da taxa de juros para o setor.
“Vivemos em Sergipe um momento de expansão da habitação popular e de grandes oportunidades no mercado imobiliário. Uma política de crédito mais acessível terá impacto direto no desenvolvimento do estado, na geração de emprego e renda e, principalmente, na realização do sonho da casa própria para milhares de famílias sergipanas”, afirma.
A delegação do setor imobiliário contou com a presença de lideranças nacionais como Luiz Antonio França (Abrainc), Celso Petrucci (Secovi-SP/CBIC), Luis Henrique Macedo Cidade (CBIC), Pedro Krahenbuhl (Secovi-SP), Cícero Araújo (Abrainc) e Fernando Melo Mendes (CBIC).
No Ministério da Fazenda, o grupo foi recebido por Marcos Pinto, Secretário de Reformas Econômicas, e sua equipe. No Banco Central, a reunião contou com a presença de Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Diretor de Regulação, e Felipe Pinheiro, Chefe Adjunto do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro. Já na Caixa Econômica Federal, a pauta foi conduzida pela vice-presidente de Habitação, Inês Magalhães, e equipe.