“O mercado imobiliário está muito aquecido”, afirma presidente da ADEMI-SE em entrevista à Rio FM

Na tarde desta sexta-feira, 1º, o presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas da Indústria Imobiliária de Sergipe (ADEMI-SE), Evislan Souza, concedeu entrevista ao radialista Carlos Batalha, da Rio FM, onde falou sobre os projetos em andamento e os desafios enfrentados pelo setor, às vésperas dos 45 anos da entidade.

Ao comentar o momento atual do mercado, Evislan destacou:

“O mercado imobiliário está muito aquecido, especialmente nas faixas mais populares do Minha Casa, Minha Vida. Cerca de 90% do déficit habitacional está concentrado em famílias com renda de até 3 salários mínimos. Com juros reduzidos a 4% ao ano e subsídios que podem chegar a R$ 55 mil por família, o programa tem impulsionado novos empreendimentos, inclusive aqui em Sergipe.”

Segundo a Fundação João Pinheiro (FJP), o déficit habitacional no Brasil já se aproxima de 6 milhões de moradias. Em Sergipe, a estimativa é de cerca de 85 mil unidades, principalmente em razão do ônus excessivo com aluguel e da coabitação involuntária.

Evislan também alertou para a importância da segurança jurídica nas operações de compra e venda:

“Lançamentos sem registro de incorporação ainda geram riscos. Mas o Ministério Público já avançou nesse tema, trazendo mais clareza. Quem compra precisa ter garantias, e o registro da incorporação é o que dá essa segurança.”

A afirmação foi reforçada pelo perito imobiliário Daniel Rosa, que também participou da entrevista:

“O que Evislan colocou é real: muita gente compra imóveis por associações, sem o devido registro. Isso transfere os riscos ao comprador, que perde as garantias legais da construção.”

Ao final da entrevista, o presidente da ADEMI-SE convidou o público para o evento da próxima semana:

“No dia 11 de agosto realizaremos, em parceria com a Desenvolve-SE, o Governo do Estado e o Ministério das Cidades, um grande encontro para marcar os 16 anos do Minha Casa, Minha Vida. Vamos reunir os 75 municípios sergipanos, agentes públicos, construtoras e instituições financeiras para discutir soluções concretas para o déficit habitacional. Será um momento de articulação técnica e política para garantir moradia digna à população que mais precisa.”

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