A recuperação dos centros urbanos degradados foi um dos principais temas discutidos no 2º ConstruNordeste, realizado no Centro de Convenções de Salvador, Bahia. O evento, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), reuniu líderes empresariais e profissionais do setor imobiliário para debater a reocupação dessas áreas nas cidades brasileiras.
O projeto “Encontro com o Poder Público – Reocupação de Centros Urbanos Degradados” foi lançado durante o evento, ressaltando a importância de revitalizar essas áreas para melhorar a qualidade de vida nas cidades.
Evislan Souza, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário de Sergipe (ADEMI-SE), participou ativamente e reforçou a importância dessa iniciativa para a capital sergipana.
Segundo Evislan, a revitalização dos centros urbanos pode transformar o centro de Aracaju em um espaço vibrante, seguro e atrativo, com moradias sociais, atrações turísticas, comércio dinâmico e uma rica oferta cultural.
“A recuperação dos centros urbanos é fundamental para o desenvolvimento sustentável das nossas cidades. Observamos os impactos positivos em São Paulo, Rio de Janeiro, São Luís, Recife e Salvador e estamos motivados a trazer essas boas práticas para Aracaju. A iniciativa privada, especialmente os agentes do setor imobiliário, pode ser uma parceira estratégica nesse processo”, afirmou Evislan.
O projeto da CBIC visa promover a reocupação de centros urbanos degradados, incentivando a participação de diferentes setores da sociedade e proporcionando um ambiente mais inclusivo e desenvolvido para as cidades brasileiras.
Inês Magalhães, vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, destacou a complexidade do tema e a necessidade de colaboração entre municípios, estados e o Governo Federal para superar os desafios legais, institucionais e técnicos.
José Carlos Martins, presidente do Conselho Consultivo da CBIC, enfatizou a urgência de reocupar os centros urbanos degradados, mencionando a perda de 3 milhões de habitantes nas 25 principais cidades brasileiras entre 2010 e 2020.
“A CBIC está criando este projeto nacional para atuar em entraves estruturais e promover a reocupação dos centros urbanos, sempre defendendo os interesses da construção e o bem-estar social”, afirmou.
A ADEMI, sob a presidência de Evislan Souza, já vem acompanhando de perto as iniciativas da prefeitura de Aracaju e do estado de Sergipe para revitalizar o centro da capital. Em eventos como o seminário ‘Aracaju no Centro’, promovido pelo Governo do Estado, especialistas e responsáveis por casos de sucesso de outras cidades discutiram possibilidades e projetos para revitalização.
Evislan destacou que a participação da iniciativa privada tem sido decisiva para o sucesso dessas ações em outras capitais brasileiras, mas também enfatizou a necessidade de criar um ambiente atraente com incentivos fiscais e tributários, como demonstrado pela capital baiana, Salvador.
O programa Renova Centro, lançado pela Prefeitura de Salvador, oferece incentivos tributários, como perdão de dívidas de IPTU e TRSD, isenções de ITIV e ISS, além de créditos fiscais, para fomentar o desenvolvimento urbano e a requalificação de estruturas históricas.
“A revitalização do centro de Aracaju pode seguir os passos bem-sucedidos de Salvador, criando um ambiente favorável para investidores e a iniciativa privada, que é crucial para a requalificação desses espaços”, completou Evislan.
Com a colaboração de todos os entes federativos e a parceria estratégica do setor imobiliário, Aracaju pode se tornar um exemplo de sucesso na reocupação de centros urbanos, proporcionando uma melhor qualidade de vida para seus cidadãos e contribuindo para o desenvolvimento sustentável.