No último dia 15, durante evento realizado em São Paulo pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), o ministro as Cidades, Jader Filho, declarou que o Brasil atualmente vive a melhor fase da história do programa Minha Casa Minha Vida. “estamos vivendo a era de ouro do Minha Casa, Minha Vida”, declarou Jader Filho na presença de empresários e profissionais do segmento imobiliário, ao ressaltar que a nova meta do Minha Casa, Minha Vida é entregar 3 milhões de residências populares até o final do ano de 2026.
O ministro ainda destacou que a atual projeção supera em 1 milhão de unidades a meta inicial do Governo, previamente estabelecida em 2 milhões de casas até o final do mandato.
“A mensagem que eu trago hoje é de otimismo. Alcançamos o número de 1,5 milhão nas diversas frentes [do programa]. Todas as frentes estão andando em uma velocidade muito importante”, declarou.
“Por conta do problema fiscal que enfrentamos, a meta do presidente Lula de construir 2 milhões de unidades habitacionais em 4 anos, se nós não nos reinventássemos, essa meta não seria alcançada”, acrescentou o ministro, que durante o evento foi homenageado com uma placa, entregue pelo presidente da Abrainc, Luiz França, enaltecendo diante dos presentes o canal de diálogo existente com a pasta.
A importância do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no financiamento imobiliário para reduzir o déficit habitacional foi citada por integrantes do setor imobiliários, que pleiteiam junto ao poder público que tais recursos não sejam abertos a outros fins.
Casa para a classe média
Em entrevista, o presidente da Abrainc, Luiz França e Rodrigo Luna, presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), destacaram que o setor imobiliário, daca vez mais, tem apostado em empreendimentos direcionados á Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida, que amplia o programa com a criação de uma modalidade para atender a classe média.
O financiamento pode ser de até 35 anos e as taxas de juros de 10% ao ano para famílias com renda mensal de R$ 8,6 mil a R$ 12 mil, em imóveis de até R$ 500 mil.